40% dos CEOs acreditam que sua empresa não vai sobreviver à próxima década

Um dado da PwC revelou que 4 em cada 10 CEOs temem pela viabilidade de suas empresas nos próximos dez anos. A falha raramente está na falta de planos ou tecnologias, mas na erosão do ambiente político e cultural que paralisa as decisões. Descubra por que a Engenharia de Decisão é o caminho para decidir a tempo e garantir o futuro do negócio.

Um dado da 27ª Pesquisa Anual Global com CEOs da PwC (2024) acendeu um alerta nas salas de diretoria: 4 em cada 10 CEOs acreditam que suas empresas não serão viáveis em dez anos.

A estatística é chocante. Ela revela o paradoxo central da liderança: nunca se investiu tanto em planos, dados e tecnologia para, ainda assim, se sentir tão próximo da irrelevância.

A reação instintiva a esse cenário é uma corrida por mais do mesmo: novos ciclos de planejamento, mais consultorias, reestruturações e a adoção dispersa de tecnologias como inteligência artificial.

Líderes aceleram, sem perceber que o problema não é a velocidade. É a inércia de um carro potente atolado na lama. O resultado é previsível: aumento de custos e complexidade, sem mudança real de trajetória.

O diagnóstico é contraintuitivo: a falha raramente está no plano estratégico. O problema é que as organizações se tornaram ambientes hostis à tomada de boas decisões.

A causa raiz para isso está na erosão do “Ambiente Político e Cultural”.
O ambiente político e cultural determina a velocidade e a qualidade de tudo o que acontece ou deixa de acontecer nas empresas.

É fundamental entender que a cultura, tema recorrente de workshops, é um efeito, não a causa. A cultura observada hoje é o reflexo das decisões que esse ambiente permitiu ou incentivou no passado.

Quando esse ambiente se torna lento, burocrático e avesso ao risco, ele sufoca até a melhor estratégia. A energia da liderança passa a ser consumida por alinhamentos internos e pela gestão de egos, em vez de estar direcionada à performance.

Não se trata de uma falha de intenção, mas de design. As empresas não se tornam lentas por falta de planos, mas porque seu ambiente político e cultural não foi estruturado para a velocidade do mundo atual. Ele foi otimizado para uma era de estabilidade que não existe mais.

O Caminho: Engenharia de Decisão
A solução não é mais um plano ou uma nova metodologia ágil. É a disciplina de redesenhar o sistema operacional da empresa, com foco em um objetivo claro: construir a capacidade interna de tomar decisões melhores e mais rápidas.

Isso implica mapear onde as decisões travam, redesenhar fóruns orientados à escolha e não ao reporte, e equipar líderes para lidar com trade-offs complexos. Significa substituir a ilusão do consenso pela busca do melhor argumento e trocar a aversão ao risco por sua gestão estruturada.

A sobrevivência na próxima década não será definida pela qualidade do plano estratégico, mas pela robustez e agilidade do ambiente político e cultural.

A pergunta que define o futuro não é se a empresa tem um plano para vencer, mas se está preparada para decidir a tempo.

Você conhece o termo Engenharia de Decisão?

Marcos Brandão

CEO & Engenheiro de Decisão

Executivo e conselheiro com atuação focada em decisões estratégicas, integrando estratégia, gestão e governança para estruturar sistemas decisórios que sustentam resultados de longo prazo. Criador da Metodologia Proprietária GROUNDZERO, um framework aplicado antes da decisão que integra leitura estratégica, ancoragem da decisão e execução consciente.

Fundador e CEO da GROUNDZERO, atua ao lado de CEOs e Conselhos de Administração para transformar decisões em vantagem competitiva, tornando visíveis os fatores que influenciam a tomada de decisão e impactam os resultados das organizações.

Foi o executivo responsável por liderar a transformação do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em um dos mais premiados do Brasil, conduzindo decisões em ambientes de alta complexidade, com múltiplos stakeholders e forte exposição institucional e reputacional.

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